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domingo, 17 de julho de 2011

para um futuro próximo

sábado, 16 de julho de 2011
café viena \\ diogo, natássia e dan

encontro para estreitarmos os desejos. para sondarmos o que queremos fazer com este filho primeiro. NÃO DOIS volta em setembro para uma apresentação dentro de um festival que está sendo produzido por quatro coletivos teatrais originados na UFRJ e UNIRIO.

agendamos alguns encontros e listamos as possibilidades que mais nos interessam: DAN falou de verborragia, de voltarmos usando o texto inteiro. NAT falou de dança, de sujeira a quebrar toda a nossa assepsia.

eu tentei pesar tudo isso porque, de fato, teríamos poucos encontros até setembro. ou seja, um esforço para total reconstrução da coisa não caberia. então, optamos por investir na sujeira, porque ela sugere um transbordamento tanto do verbo (levando à verborragia), quando da partitura (sugerindo à dança).

listamos algumas ferramentas usadas durante o processo: trabalho com composições, lembro agora o trabalho com revelações, além de repetição, duração, partitura e direção. será preciso retomar tais referências para articularmos, novamente, outras possibilidades.

fica a referência que vamos ver e estudar para o próximo encontro. a cena que havíamos falado sobre é justamente a do início do vídeo:


terça-feira, 28 de junho de 2011

A LEMBRANÇA DOS MOVIMENTOS

Especulações  datadas de 2008 sobre  o projeto.

Além da palavra, é claro, o apelo do texto ao corpo, às ações físicas, é extremamente importante. O que estariam os dois fazendo? As possibilidades são inúmeras e a experimentação nos ensaios irá sugerir de maneira mais consistente o que fazem. No entanto, já é nítido – a partir do título – que o exercício da repetição, do falhar e do tentar novamente, do sustentar o outro, da dupla agindo junta, enfim, fica bem sugerido que espaço é esse o da relação entre os dois, o espaço de ação da montagem.

Em termos de espaço, pretende-se uma montagem mais intimista, portanto, o espaço fechado é uma escolha já tomada. De acordo com os avanços dos ensaios, a possibilidade de inserir os atores numa arena é muito grande.

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segunda-feira, 20 de junho de 2011

O VAZIO DA PERDA DO SENTIDO

Especulações  datadas de 2008 sobre  o projeto.



“Por isso hoje só você e eu enfrentamos o vazio da perda do sentido, e isso é insuportável. Na minha memória só ficou disso tudo a lembrança dos movimentos”.

O nosso trabalho parte da palavra como geradora da relação. Ainda que nem sempre por ela consigamos assimilar tudo, é necessariamente pela palavra que nos deparamos com a falta de sentido. Por isso tantos diálogos quebrados, por isso tantas perguntas sem respostas e tanto texto fluindo de modo “desesperado”.

O trabalho com a palavra surge então como meio de construir uma assimilação de tudo o que está sendo dito, mas também, com o intuito de libertar, de instrumentalizar os atores com estas mesmas palavras. Para que os discursos dos personagens confundam-se com o depoimento dos atores, para que ganhem um tom de representação e de espontaneidade. Para que as palavras possam ser lembradas no instante em que são ditas. Para que pareça que a invenção acontece ali, naquele instante em que é dita.

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