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quarta-feira, 20 de março de 2013
VAZIO É O QUE NÃO FALTA, MIRANDA no Rio de Janeiro
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
terça-feira, 29 de maio de 2012
“A peça não é boa”
Bom, a verdade é a seguinte: neste sábado, 02 de junho, às 20h, na sede da Cia. dos Atores, o Teatro Inominável traz novamente aos palcos cariocas o seu segundo espetáculo, estreado em 2010.
Em Vazio é o que não falta, Miranda, quatro atrizes e um diretor tentam, a todo o custo, encenar a obra Esperando Godot de Samuel Beckett, sem obter sucesso. O espetáculo nasceu de um longo processo no qual elenco e diretor de fato tentaram trazer à cena a obra de Beckett, porém, acabaram por reescrever os caminhos ditados por esta obra mundialmente conhecida.
Miranda cumpre temporada de sábado à segunda-feira, sempre às 20h, com entrada franca (basta chegar com trinta minutos de antecedência e retirar sua senha). Durante as três semanas, o Inominável também apresenta as MESAS TOMBADAS, uma série de conversas com convidados super especiais. Segue abaixo a programação completa:
Segunda-feira, 04 de junho, às 18h
TEATRO E METALINGUAGEM, com o diretor teatral ENRIQUE DIAZ
Mediação de Diogo Liberano
Domingo, 10 de junho, às 18h
TEATRO E PERFORMANCE, com a performer/teórica da performance ELEONORA FABIÃO
Mediação de Natássia Vello
Segunda-feira, 18 de junho, às 18h
TEATRO E ARTES PLÁSTICAS, com a artista plástica LIVIA FLORES
Mediação de Caroline Helena
Não deixem de prestigiar o espetáculo e, sobretudo, também não percam as conversas. A entrada é sempre gratuita, bastando chegar com antecedência de trinta minutos para retirada de senha.
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domingo, 27 de maio de 2012
“A peça está pronta! A peça está pronta! A peça está pronta”
Bom, de acordo com a inominável Adassa Martins, nosso espetáculo Vazio é o que não falta, Miranda realmente está de pé. Bom, há quem duvide. De qualquer forma, o início de nossa temporada está chegando. Já no sábado que vem, dia 02 de junho, às 20h na Cia. dos Atores (Rua Manoel Carneiro, 10-12, Lapa), o Inominável retorna aos palcos com o seu espetáculo xodó.
Em cena, as quatro atrizes da companhia (Adassa Martins, Caroline Helena, Flávia Naves e Natássia Vello) e o diretor e dramaturgo Diogo Liberano tentam a todo custo encenar a obra máxima de Samuel Beckett, Esperando Godot. A montagem estreou em 2010 e agora, a convite da Cia. dos Atores, retorna para a sua terceira temporada.
Muitas pessoas que já assistiram ao espetáculo, quando convidadas novamente, dizem o clássico “eu já assisti”. Bom, com toda sinceridade, MIRANDA não consegue ser a mesma por muito tempo. A pesquisa e o trabalho, desde 2010, modificou tudo o que tínhamos e aprofundou nossas buscas enquanto companhia. A dramaturgia é inédita e, naturalmente, o jogo cênico é também renovado. Vejam de novo!
Permaneceremos em cartaz de 02 a 18 de junho, aos sábados, domingos e segundas, sempre 20h. A entrada é franca, portanto, não deixem de vir. A lotação do espaço é de 60 lugares e - em breve - divulgaremos os três convidados que virão bater um papo antes de três apresentações.
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quarta-feira, 9 de maio de 2012
“Eu não me sinto feliz”
De fato estamos ensaiando Vazio é o que não falta, Miranda. Mas, convenhamos, não é para tanto. Neste vídeo, a atriz Flávia Naves expõe um pouco do seu descontentamento com o nosso processo. Paciência, Miranda chega aos palcos no dia 02 de junho, permanecendo na Cia. dos Atores até 18 de junho, de sábado à segunda-feira, sempre às 20h.
Em breve, informações completas. Estamos planejando um ciclo com debates com convidados, sempre antes das apresentações que acontecem às segundas. Fiquem ligados aqui no blog ou em qualquer outra rede social do Inominável.
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terça-feira, 8 de maio de 2012
Após SINFONIA SONHO, Inominável retorna aos palcos com MIRANDA
Após a temporada de estreia de Sinfonia Sonho, novo espetáculo do Teatro Inominável, o segundo trabalho da companhia retorna aos palcos. Vazio é o que não falta, Miranda (2010) apresenta as quatro atrizes da companhia (Adassa Martins + Caroline Helena + Flávia Naves + Natássia Vello) e o dramaturgo-diretor (Diogo Liberano) tentando encenar a peça Esperando Godot de Samuel Beckett.
O espetáculo estreou em 2010 e retorna agora em sua terceira temporada, integrando a programação anual da Cia. dos Atores, que acontece na Lapa, Rio de Janeiro. De 02 a 18 de junho, de sábado à segunda-feira, sempre às 20h, Miranda promete chegar com tudo (independente do que isso possa significar).
Fiquem ligados no blog do espetáculo: desesperandogodot.blogspot.com
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
SOBRE APRISIONAMENTO E MULTIPLICAÇÃO DRAMÁTICA: A OBRA DE EDUARDO PAVLOVSKY NUMA PENITENCIÁRIA BRASILEIRA
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Sobre aprisionamento(s)
Tentarei relatar um pouco sobre a experiência que foi apresentar NÃO DOIS na Penitenciária Feminina Tavalera Bruce, em Bangu. Nossa presença aconteceu dentro do projeto Teatro na Prisão, desenvolvido dentro da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. Na terça-feira dia quatro de outubro, por volta de 10h começávamos a apresentar nosso espetáculo, rodeados por cerca de cinquenta mulheres e mais uma dezena de profissionais (dentre eles diretora e vice-diretora da prisão, além de coordenadoras e professoras da Escola na qual boa parte das detentas assistem aula).
Fomos até a prisão numa van, da própria Unirio. Ao chegar, deixamos dentro do automóvel tudo o que não fosse estritamente necessário a execução da peça. Deixei minha mochila, carteira, chaves de casa, celular, moedas. Entrei somente com a roupa do corpo (que não podia ser de algumas cores específicas) e com a carteira de identidade. Levamos o cenário nós mesmos, cruzando os corredores da penitenciária e cumprimentando as inúmeras mulheres que ali trabalhavam. Poucos homens ocupavam o espaço. Os dois seguranças da porta de entrada e, fora estes, sobrava eu, o ator Dan Marins e um estagiário do projeto Teatro na Prisão.
Entramos, depois de muitos corredores, num auditório. Um espaço sujo, com cheiro de fezes, completamente empoeirado, no qual já estavam dispostas algumas dezenas de cadeiras plásticas, brancas. Havia um palco, cerca de oitenta centímetros acima do chão onde a audiência ficaria. Optamos por realizar a apresentação no mesmo “andar” que o das mulheres que nos assistiriam. Recortei a área cênica com uma fita crepe, criando uma área de 6m de largura por 5m de comprimento. Posicionamos as cadeiras tanta na frente desta área como nas duas laterais, preservando a parede dos fundos.
Não tivemos muito tempo. A segurança, responsável pela porta do auditório, solicitava que deixássemos as mulheres entrar, por conta da algomeração que havia se criado do lado de fora. Os atores rapidamente trocaram suas roupas. Quando entramos na prisão, fomos abordados por conta de uma calça masculina preta. É esse o figurino de Dan, porém, é também a cor e a vestimenta características dos seguranças. Logo, fomos avisados de que deveríamos voltar com a calça, que isso seria revistado quando voltássemos.
Mal os atores se posicionaram no espaço e as mulheres começaram a entrar no espaço. Foi curioso, entraram com certa urgência, se posicionando nas cadeiras e no chão. Por um segundo me assustei, porque a maioria entrou na sala com as mãos para trás. Achei que estivessem algemadas, mas não. Era apenas algum comportamento “aprendido” ali dentro. Elas andavam com as mãos para trás naturalmente. E eu olhando todas aquelas mulheres e tentando medir, de alguma forma, o que nos separava. Qual horror, ou acontecimento, que as fazia prisioneiras daquele lugar. Enfim, não posso esconder que fiquei surpreso ao não encontrar nada. Busquei seus olhos e o clichê da instituição prisão aos poucos foi perdendo força e cor. Não que eu não soubesse disso, mas eram mulheres, antes de tudo, eram pessoas.
Muito barulho. Falatório. A coordenadora do projeto disse algumas palavras, agradecendo a presença de todas as presidiárias. Em seguida, fui eu quem pontuei algumas coisas. Falei que apresentaríamos o espetáculo NÃO DOIS. Informei que a duração era de aproximadamente quarenta minutos e que no fim, se possível, gostaria muitíssimo de conversar, bater um papo, ouvir e falar sobre aquilo que dentre em pouco assistiríamos. Pedi a todas o máximo de silêncio, para que pudéssemos ouvir tudo e, em silêncio, me repreendi por tê-las pedido – mais uma vez – silêncio.
Não sei exatamente o que esse texto quer dizer. Não me preocupo. Meus pré-conceitos devem estar saltando e aparecendo. Tudo bem. A experiência vivida com esta apresentação faliu muitas coisas, muitas noções, muitos sentidos. Durante a apresentação, era nítido que os atores (Dan e Natássia) tentavam, por vezes, falar mais alto, puxando a atenção de volta a cena. Foi curioso ouvir risadas, comentários sobre a primeira cena. Foi curioso ver mãos nas bocas, olhares perplexos lançados para lá e para cá. Achei que a peça, de fato, não as pudesse interessar, mas era cedo demais para pensar qualquer coisa. Me contentei em assistir ao espetáculo.
A nossa estrutura geral do espetáculo foi simplificada. Era um auditório completamente iluminado por inúmeras janelas que não puderam ser cobertas. A escuridão, tão necessária ao espetáculo, se perdeu. As luminárias, nem chegaram a entrar na penitenciária. Eram apenas os atores dentro de um área demarcada. E eu pensando sobre essencialidade. Eu pensando em espetacularização e por ai vai.
Algumas mulheres foram ao banheiro. Outras estavam muito atentas. O texto de Pavlovsky, completamente rebuscado ou, nem isso, apenas recheado de palavras pouco usuais, causava aproximações e afastamento. Eu nem vi a peça. Eu vi seus olhos. Eu ali me sentindo um cara estranho, errado, tentando ler nos olhos daquelas mulheres alguma coisa. Era tão especial tudo aquilo. E os olhos sempre dizem mais do que dizemos.
Pensei de novo em encontro. Pensei mesmo. Eu pensei um pouco mais sobre o que significa levar a uma prisão uma peça que fala de aprisionamento, que fala de violêncio contra a mulher, que fala de morte e dependência. Uma peça que fala de sobrevivência, vingança, temas que até então me eram temas e nem tanto acontecimento. Temas como conceitos. Vazios de jogo, de corpo e tudo mais. Apenas ideias. Ali, alguma coisa foi tornando as palavras mais densas do que eram. Os corpos dos atores, atritando, se batendo, a cena – aquele artificial todo – foi ficando mais grave, mais leve, ficando mutante e respirando.
Talvez você que lê este texto esteja me achando muito romântico, apaixonado ou coisa assim. Tudo bem. Eu talvez esteja embriagado pela força que este encontro abriu. Eu pensando sobre pontos de vista. Sobre quais pontos de vista aquelas mulheres miravam aquele objeto, aquela cena. A violência do personagem masculino sobre a feminina foi se intensificando. E um pouco mais. E a sedução ao mesmo tempo crescente. E algumas mulehres reagiam com palavras, gritos, reagiam com selar de mãos e braços, entre elas. Quando o espetáculo chegou ao fim, com a personagem feminina “vencendo” a opressão masculina, foi algo como a redenção de todas. Vibravam e gritavam e, em seguida, muitas palmas. Enquanto eu pensava meu deus, eu não acho isso bom. Mas, importa o que eu acho?
Puxamos um bate-papo e pronto. Muitas falaram, as opiniões se multiplicaram e as certezas morreram, intranquilas. Fiz perguntas, fomos perguntados. Especulamos outras possibilidades. Contei alguns casos, detalhes da criação, falei do processo, do vestido de casamento da minha mãe. Ouvi daquelas mulheres coisas como “ela estava desde o início tramando uma vingança”; “a vilã é ela”; “isso tá acontecendo na cabeça dele”; “isso que vocês apresentaram é exatamente a realidade”; “eu vivi isso, durante dez anos”; “ela fez isso com medo de apanhar dele”… Em suma, nossa conversa ficou num entre vida e obra que nunca foi tão interessante. Falamos do aprisionamento, eu puxei um papo sobre o aprisonamente, eu ali logo em seguida me culpando por estar falando certas palavras. Mas, depois, confesso, eu pensei, que essas mulheres sabem o que era tudo aquilo. Falar de aprisonamento era como chover no molhado. Era redundante. Eu não deveria me exigir tanto cuidado, tanto zelo.
Foi papo franco e sem frescura. Algumas mulheres se emocionaram, começamos a falar de experiências pessoais e a “multiplicação dramática” de Eduardo Pavlovsky em plena ação. No final, muitos agradecimentos, abraços, apertos de mão. A coordenadora do projeto disse que esperava muito que as mulheres interessadas na aula de teatro (ministradas por estagiários) pudessem se inscrever. E, por conta do horário oferecido para tal aula (apenas dois dias, no turno da manhã), a diretora da prisão informou que as mulheres que estudassem de manhã, poderiam ir para a aula de teatro que ainda assim teriam sua presença (do colégio) contada da mesma forma.
Não sei mais o que escrever. Tenho a sensação de que ficarei ainda um tempo com tudo isso na cabeça. Esse texto é menos verdade e mais um relato (em palavras) daquilo que gostaria de registrar, para não correr o risco de esquecer a potência daquilo que chamamos ser nosso trabalho.
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011
depois de alguns anos
é chegado o momento de apresentar NÃO DOIS numa penitenciária. durante muito tempo, desde o início do processo, este momento foi pensado, especulado, imaginado. qual será a força do espetáculo para homens e mulheres que estão aprisionados em celas?
não sei responder a nada. aguardo – ansioso – por este encontro. queremos muitíssimo dialogar ao fim da apresentação. queremos trocar. ouvir, falar. queremos encontrar. falar disso que nos toca a todos.
será uma única apresentação, numa penitenciária feminina. em parceria com o projeto “teatro da prisão”, o teatro inominável se lança a este novo lugar, completamente desconhecido.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
para um futuro próximo
domingo, 16 de janeiro de 2011
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Últimas apresentações do ano,
| Estortura \\ Por Alexandra Arakawa |
O espetáculo, que está só começando (e que a cada apresentação se desvenda um pouco mais), completa uma trajetória de apenas quinze apresentações, entre temporadas e festival. E de lá até aqui, ganhos imensos a cada espaço novo encontrado e, sobretudo, a cada espectador encontrado.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Tatames com lona de algodão
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
NÃO DOIS na Rampa, Lugar de Criação
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| NÃO DOIS \ 5, 6, 12 e 13 de nov, sex e sáb, 20h \\ PEÇA + DEBATE |
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Hoje tem NÃO DOIS no EncontrArte
Hoje, às 20h, no Espaço Cultural Sylvio Monteiro, em Nova Iguaçu, faremos uma apresentação de NÃO DOIS dentro do festival EncontrArte 2010. Será apenas uma apresentação. Maiores informações, consulte o site do festival: www.encontrarte.com.br.
Na semana passada, fizemos ensaios nos preparando para esta apresentação. Faremos num espaço muito maior do que o costume e para um público também muito maior. Em breve maiores informações sobre a apresentação no festival.
sábado, 26 de junho de 2010
Último Final de Semana
Eis que chegamos às últimas apresentações de NÃO DOIS nesta primeira temporada. E como foi interessante. Receber um público outro, se confrontar com a repetição daquele jogo que havíamos feito tão poucas vezes. Na verdade, ainda é pouco, é preciso fazer mais e mais vezes. Porém, nessas apresentações acabamos dilatando a compreensão nossa sobre o material. Eu começo a ter mais clareza do que possa ser… E isso pressupõe ainda mais trabalho.
Sobretudo, nestas apresentações, nos debatemos muito com a questão do ter que fazer sentido. Durante o processo, fomos guiados pelo movimento, simplesmente pela movimentação do corpo sem pressupor sentido. Um corpo movente sem significado. De um braço que ia e voltava, sem falar nada (e falando tudo, ao mesmo tempo). Agora, percebemos como queríamos dotar cada investida física de intencionalidade. E percebemos também, inevitavelmente, como isso não diz nada para o nosso espetáculo.
Acreditar no que não está dito, acreditar no que se pode sugerir, naquilo que se pode evocar. Acreditar no espectador também como autor do espetáculo. Abrir vias para que escreva, por meio dos corpos dos atores, a sua própria leitura do espetáculo. A sua própria leitura de mundo.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Ante…Penúltimo Final de Semana
Já estamos chegando em nosso penúltimo final de semana, em cartaz no Teatro Municipal Carlos Gomes. No entanto, cabe aqui registrar como foi incrível a última apresentação, ocorrida no domingo 13 de junho de 2010. Como um teatro da Prefeitura do Rio, também no Carlos Gomes o segundo domingo do mês integra o programa de teatro a R$ 1,00.
Ao chegar no teatro, uma fila gigantesca dobrava a esquina e seguia sem fim. Sem dúvida, a maioria dos presentes estavam ali para assistir ao espetáculo AVENIDA Q, também no Carlos Gomes, só que tendo esgotado todos os lugares, no final das contas muitos espectadores ficaram de fora. E foi quando aproveitei para divulgar o nosso espetáculo, conseguindo lotar os nossos 30 lugares e nos proporcionando um encontro incrível.
Incrível por vários aspectos. Em primeiro, porque nós desconhecíamos a totalidade daquela platéia. Segundo, tinha a sensação de que eles não tinham ido assistir ao nosso espetáculo, mas acabaram entrando para não perder a viagem. E isso fez toda a diferença, positivamente. A platéia foi tão receptiva, reagindo ao nosso espetáculo de uma forma tão inédita para mim. Não era uma platéia acostumada, eles estavam ali, duelando com o que se movia diante de seus olhos.
Ao término, propûs um pequeno debate, enfim, para ouvir, trocar, responder, questionar, buscar… E foi então que algo muito incrível aconteceu. Eu nunca tinha ouvido tanto sobre o projeto que não tivesse sido dito por pessoas envolvidas nele. Dos que permaneceram no espaço para o debate, muitos falaram e abriram questões e leituras que foram tão determinantes durante o nosso processo.
Foi realmente incrível ouvir palavras que não estão no texto, mas que foram essenciais em nosso processo. Inconsciente, consciente, espírito… As leituras e opiniões divergiam e se encontravam e era esse o jogo, bastava especular.
Deixo aqui o registro de algo muito forte que sem dúvida alguma me devolveu a força do projeto de volta. E me abriu ainda mais questões… Uma senhora disse, não sei ao certo com quais palavras, mas algo como o teatro é uma coisa muito especial, não? Não tenho dúvidas. Talvez mais certo agora, depois de ouví-la dizendo…
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Em 2010...
No mais, uma imagem para sugerir a necessidade do encontro.









