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terça-feira, 6 de outubro de 2009

# 10

06 de outubro de 2009 - Sala 300 (UNIRIO) -19h/22h
dan marins, diogo liberano e natássia vello.

fizemos uma leitura do texto adaptado. o tempo da leitura foi de 25 minutos. discutimos um pouco sobre a divisão e sobre os cortes, chegando à conclusão de que não afetavam a estrutura do espetáculo.

foram apresentadas aos atores as idéias do cenário (cadeira, luminária e corpo-tapete) e da encenação (repetição da partitura). e fechamos um novo cronograma de ensaios para começar a partir da próxima semana.

nos encontraremos às terças (de quinze em quinze dias, de 21h às 22h, na ECO), às quartas (de 20h às 22h, na UNIRIO), eventualmente às quintas (de 19h às 22h, na UNIRIO) e às sextas (de 17h/22h ou de 19h/23h, na UNIRIO).
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a adaptação do texto

durante as últimas duas semanas de setembro, o trabalho foi concentrado no corte do texto. a leitura de PDD, em sala de ensaio, sempre ficava por volta de 31 minutos, às vezes menos, às vezes até mais.

como a encenação deve ter duração de 30 minutos (regra da disciplina Direção V), me pareceu necessário já cortar desde agora um pouco do texto, mesmo que seja preciso cortar mais ou mesmo trazer algo que foi cortado. demorei para tentar o corte porque o texto ainda estava bem misterioso, nebuloso demais. a compreensão não era muito fácil. agora, em virtude da exaustão do trabalho (muitas leituras, trabalho com os atores, discussões inúmeras, etc...), me sinto mais capaz de fazer algum corte.

assim, a partir da divisão do texto que foi realizada no ensaio #7, ajustei o texto a nossa necessidade em cena. criei um prólogo e um epílogo. e compreendidos entre os dois, quatro movimentos (cenas, quadros, unidades, capítulos...).
pas-de-deux ficou assim:

PRÓLOGO . Um fio para seguir
PRIMEIRO MOVIMENTO . Simulação
SEGUNDO MOVIMENTO . Memória
TERCEIRO MOVIMENTO . Tortura
QUARTO MOVIMENTO . Intensidade
EPÍLOGO . Cenografia do Acontecimento

# 9

18 de setembro de 2009 - Sala 111 (ECO/UFRJ) - 18h30/19h30
dan marins, diogo liberano, marcellus ferreira e natássia vello.
os atores apresentaram a partitura que havia sido construída no ensaio anterior a este, pela manhã. a partitura teve duração de 4 minutos apenas. foi pedido que eles repetissem a partitura quatro vezes seguidas, variando apenas a direção.

ou seja, a primeira vez virada para um lado. a segunda, para outro e assim por diante... até que se completassem quatro apresentações para quatro faces de um quadrado, digamos assim. a idéia era experimentar a mesma partitura vista por ângulos diferentes. o espectador permanece no mesmo lugar, mas a cena se repete variando a posição. um esboço da encenação.

a partitura desenvolvida pelos atores valeu-se de gestos, aproximações e afastamentos, retomaram alguns movimentos feitos em sala de ensaio e acrescentaram novas dinâmicas. ao conversar com um dos professores orientadores, cheguei a alguns lugares que precisam ser vistos:

. pensar no que a repetição pode fazer variar (horror e afeto num mesmo gesto);
. a presença da risada da natássia é um dado muito "chocante" (irônica? feliz?...);
. o trabalho da partitura sob ritmos variados;
. variações de qualidades para um mesmo gesto, ação ou movimento;
. tocar nos extremos para visualizar com clareza as mudanças de um lado a outro;
. oposição movimento/fala (ação física X ação verbal);
. silêncio (sonoro X físico);
. pensar o inverso: primeiro o movimento e depois vai cessando, o corpo d'Ela vai parando, como fosse a falta do movimento o fim da vida...
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