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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Especulações sobre o corpo

EIKO & KOMA

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- ELA DORMINDO
- ELA DORMINDO E ELE A VENDO
- ELA DORMINDO E ELE A MANIPULANDO
- ELA DORMINDO E SE MANIPULANDO

A memória do movimento (do outro) no próprio corpo.

Nada a esconder, nada a mostrar;
Ser movido por um parceiro invisível (mobilizado e movido por uma outra pessoa e depois o trabalho segue só com a memória desse movimento);
Sonambolismo (dormir em pé – exemplo do metrô de Tóquio, que é muito comprimido. Fazer apoios de pé ou deitado);
Nunca a intencionalidade ou a objetividade é total;
Mostrar a pele mais fininha (aquela parte que os mosquitos mais gostam de morder);

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Diogo Liberano

domingo, 24 de abril de 2011

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Tatames com lona de algodão


O espaço acima foi o recorte escolhido por nós no último ensaio. Vamos trazer para a cena a parede acima, com suas passagens de ar, sua textura e sua cor. Vamos manter nosso formato original, o italiano. O chão treme, o chão grita. A cada passo os atores falam mais do que a boca pode dizer. O piso de algodão responde a cada passo. É impossível não perceber. Como se faz? Se faz como sempre foi feito. O som vira arquitetura capaz de compor. O som do chão sendo mexido vira a metáfora da violência.

O tatame está montado para receber uma história de amor. Curioso, não? Mais duro ainda que a madeira, mais frio que o piso frio e azulejado, é o algodão. Macio, claro e capaz de queimar.

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Sinopse
NÃO DOIS da obra Paso de Dos de Eduardo Pavlovsky. Drama. Um caso de violência na relação homem/mulher. A vítima é destruída, mas o torturador não consegue se apoderar de sua palavra. Resta a questão: quem cala consente? Com Dan Marins e Natássia Vello. Dir. Diogo Liberano. (35min). Classificação Indicativa: 14 anos.

5, 6, 12 e 13 de novembro, às 20h, na Rampa, Lugar de Criação
espetáculo seguido de debate \ ingresso a 15,00 (inteira)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Ante…Penúltimo Final de Semana

Já estamos chegando em nosso penúltimo final de semana, em cartaz no Teatro Municipal Carlos Gomes. No entanto, cabe aqui registrar como foi incrível a última apresentação, ocorrida no domingo 13 de junho de 2010. Como um teatro da Prefeitura do Rio, também no Carlos Gomes o segundo domingo do mês integra o programa de teatro a R$ 1,00.

Ao chegar no teatro, uma fila gigantesca dobrava a esquina e seguia sem fim. Sem dúvida, a maioria dos presentes estavam ali para assistir ao espetáculo AVENIDA Q, também no Carlos Gomes, só que tendo esgotado todos os lugares, no final das contas muitos espectadores ficaram de fora. E foi quando aproveitei para divulgar o nosso espetáculo, conseguindo lotar os nossos 30 lugares e nos proporcionando um encontro incrível.

Incrível por vários aspectos. Em primeiro, porque nós desconhecíamos a totalidade daquela platéia. Segundo, tinha a sensação de que eles não tinham ido assistir ao nosso espetáculo, mas acabaram entrando para não perder a viagem. E isso fez toda a diferença, positivamente. A platéia foi tão receptiva, reagindo ao nosso espetáculo de uma forma tão inédita para mim. Não era uma platéia acostumada, eles estavam ali, duelando com o que se movia diante de seus olhos.

montagem do cenário e da luz

Ao término, propûs um pequeno debate, enfim, para ouvir, trocar, responder, questionar, buscar… E foi então que algo muito incrível aconteceu. Eu nunca tinha ouvido tanto sobre o projeto que não tivesse sido dito por pessoas envolvidas nele. Dos que permaneceram no espaço para o debate, muitos falaram e abriram questões e leituras que foram tão determinantes durante o nosso processo.

Foi realmente incrível ouvir palavras que não estão no texto, mas que foram essenciais em nosso processo. Inconsciente, consciente, espírito… As leituras e opiniões divergiam e se encontravam e era esse o jogo, bastava especular.

Deixo aqui o registro de algo muito forte que sem dúvida alguma me devolveu a força do projeto de volta. E me abriu ainda mais questões… Uma senhora disse, não sei ao certo com quais palavras, mas algo como o teatro é uma coisa muito especial, não? Não tenho dúvidas. Talvez mais certo agora, depois de ouví-la dizendo…

NÃO D O I S

domingo, 13 de junho de 2010

a temporada continua…

natássia na paraíso

aos sábados – 19h – e domingos – 17h – na sala paraíso do teatro municipal carlos gomes.

sábado, 24 de abril de 2010

# 30

01 de dezembro de 2009 - ECO/UFRJ - 15h/22h
dan marins, diogo liberano, natássia vello, verônica machado, júlia marini e jéssica baasch.

. escrevo o relatório deste ensaio geral meses depois da estreia. no caderno de ensaios, as anotações são dispersas e dissem respeitos sobretudo a questões técnicas. figurino, cenário, a luz. a angulação dos refletores. a altura de cada um deles. tem escrito AFINAÇÃO;

. comentários da Marina Vianna: assovio e não “assobio”. esse, isto, isso… beckett e seu Inominável. apontamento. natássia (alguns agudos);

. outras anotações soltas: 1ª) vestido na estrutura – BRAÇOS!; 2ª) corte do algodão cru/costura; 3ª) refletores (3) + fiação; 4ª) pés dos refletores e 5ª)…

Que crime tudo isso. Chamei tanto a Júlia quanto a Verônica alguns dias antes. Entreguei à Júlia o vestido de noiva da minha mãe (de dezembro de 1975) e disse algo como “bem, tem isso daqui. acho que pode servir”. E ela usou. Descosturou-o. Rompeu costuras de há décadas. O cheiro de guardado, a história, a cor. Tudo ali, conservado. Em cena. Eternizado.

Não me lembro de muita coisa. Foram coisas demais, no final das contas. Grampos de cabelo que até hoje estão soltas pela minha casa, dentro da mochila, usados como clips. Estresse, desgaste. Quando foi que comi algo naquele dia. Não lembro. A estreia veio e nos levou com ela. Aqui estamos, hoje – 24 de abril de 2010 – prestes a estreiar num teatro na cidade do Rio de Janeiro. Que percurso doido. Que loucura. Que delícia. E que vício.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Uma pesquisa mais profunda.

MANUAL DO INTERROGATÓRIO

Condição do Ambiente

1) As fases preliminares de um interrogatório devem ser levadas a efeito numa sala quase sem móveis, preferivelmente com, apenas, uma porta e sem nenhuma janela. Se existirem janelas, devem ser cobertas. A sala deve ser parcamente mobiliada, com uma simples mesa e cadeira para os interrogadores, as quais devem ser localizadas mais ou menos no meio da sala, de modo a aumentar o senso de isolamento do indivíduo e permitir, ao interrogador, movimentos livres para os lados. O paciente deve ficar sentando ou colocado de tal forma que fique olhando o interrogador de baixo para cima. A iluminação deve ser muito simples e nua, preparada para molestar o paciente e de forma a não revelar a hora do dia. Deve ser instalado um telefone aparelhado com um dispositivo de chamada oculto, para uso do interrogador.

2) A sala deve estar fora das vistas e ouvidos de outros prisioneiros e longe de salas onde se realizem outros interrogatórios. Muito cuidado deve ser tomado para evitar qualquer interrupção não planejada. Qualquer necessidade que surja durante o interrogatório - bebida, cigarro, fósforos, etc. - deve estar preparada e em condições de uso.

3) Para ressaltar a mudança de atitude conseqüente da capitulação do indivíduo, é conveniente transferi-lo para um ambiente mais acolhedor e informal, antes de começar a exploração. Por outro lado, é conveniente enfatizar, não deve haver, durante o interrogatório, qualquer interrupção fora do programa, ou mesmo uma distração, que possa quebrar a atenção do prisioneiro ou do interrogador.





sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Segunda Proposta de Cenário

outubro/2009





Corpo d'ELA. Um corpo frio, rígido, inanimado. Costelas, vértebras, arames, dilacerado, tortura.


Material: METAL.

Frio; rígido; inorgânico. Morte.

Alto índice de refração e reflexão.

A luz lançada é refletida. A leitura jogado pelo público na cena volta para si.


Cores: PASTÉIS.

Misturam e combinam com qualquer cor.

Não sugerem um pré-conceito. uma afirmação já definida. São cores abertas a qualquer interpretação, sem indicar diretamente nenhum tipo de símbolo ou informação.
.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Primeira Proposta de Cenário

direção de arte
primeira proposta de cenário - agosto/2009.




Material:

Metal.
Frio; rígido; inorgânico. Morte.

Alto índice refração e reflexão.
A luz lançada é refletida. A leitura jogada pelo público na cena volta para si.


Cores:

Tons pastéis.
Misturam-se e combinam com qualquer outra cor.

Não sugerem um pré-conceito; uma afirmação já definida. São cores abertas a qualquer interpretação, sem indicar diretamente nenhum tipo de símbolo ou informação.

...

São cores e material receptíveis a qualquer leitura, pois são elementos sugestivos - aqueles que podem levar o espectador a diversos entendimentos e são passíveis aos mesmos.

...

Uma maca? Uma cama? Uma mesa? Um objeto indefinido em cena que se transforma conforme a cena. Um tapete convidando o público a pisar no mesmo terreno instável que as personagens.
Uma ambientação angustiante, desconhecida, mórbida.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

"Somos... fomos"

25 de agosto de 2009 - UNIRIO - Sala 600 - 10h/13h
dan marins, diogo liberano, jéssica baasch e natássia vello

"Somos... fomos".


Dan Marins e Natássia Vello