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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

# 21

17 de novembro de 2009 - Sala 111 (ECO/UFRJ) - 20h/22h
dan marins, diogo liberano, jéssica baasch, marcellus ferreira e natássia vello.

. apresentamos um passadão (sem epílogo e sem segundo movimento) para um dos professores orientadores, o Marcellus Ferreira. segue apenas um comentário que foi muito válido para mim:
. trouxe a questão da forma narrada e não dialógica que o texto propõe. sugeriu que trouxessemos uma maior sutileza para lidar com o texto em alguns momentos. sinalizou que falta sensorialidade para os atores, visto que seu modo de falar (em trechos específicos) não alcançam aquilo que está sendo dito;
. a partir desse comentário, começei a repensar o trabalho com os atores e começei a propor algumas possibilidades outras para estimular a construção e apropriação das cenas.
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# 20

15 de novembro de 2009 - Casa do Dan - 13h/17h
dan marins, diogo liberano e natássia vello.
 
. pensando muito em revelação (o que eu posso atualizar para o espectador. quais puxadas de tapete. como inaugurar novas composições. como segurá-lo na cadeira e não deixá-lo sair dali. muitas perguntas);

. trabalho de simultaneidade do primeiro movimento. é alguma revelação isso. instaura a participação d'ELA no jogo de repetição das partituras. é estranho. é estranho sim, eu acredito;

. louco porque experimentei propor ao dan uma "marca" que de imediato não significava nada muito claro (uma andada circular ao redor da natássia, porém, andada esta feita para trás, ele andando ao redor d'ELA, só que de costas). isso causou um incômodo de primeira, até mesmo eu duvidava. aos poucos, porém, a coisa foi sendo apropriada e se converteu em entendimento para o ator (eu diria hoje, dias depois deste ensaio que descrevo agora, que a marca se converteu em necessidade);
 
. organizamos a semana seguinte de ensaio e fechamos o nome do espetáculo em NÃO DOIS.
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# 19

13 de novembro de 2009 - Sala 407 (UNIRIO) - 18h/23h
dan marins, diogo liberano e natássia vello.

. trabalhamos o prólogo na primeira parte do ensaio. encontramos o jogo da respiração, que abre a peça. aliás, cada vez mais o apelo físico está ganhando o espetáculo. a fisicalidade, exposta, desenhada, é muito estética, é muito mais corpo, enfim...

. sugeri à natássia que usasse o longo tempo do prólogo falado pelo dan (cerca de 3 minutos) para concretizar apenas um movimento (o de ir recolhendo o corpo que começa jogado para trás);

. no caderno do espetáculo encontrei isso escrito "how dificult it is"...;

. depois ficamos por conta do primeiro movimento, sempre retornando o prólogo para entender em que lugar o primeiro movimento estaria. surgiram coisas boas por aprte dos atores, lógicas de movimentos;

. fizemos uma passada pulando o que faltava ser levantado. o terceiro movimento me sugeriu muito claramente a necessidade de se pensar a sonoridade do espetáculo. e ainda me disse (o terceiro movimento) de que os sons saem dos corpos em choque (!).
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