\\ Pesquise no Blog

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Afastamento ---

Não Dois já está tão pronto em mim, que esta retomada pressupõe o total afastamento de tudo já conquistado.

Não vamos pelos mesmos caminhos, nem pelas mesmas escolhas, mas ao mesmo tempo, estamos livres a deixar que o mesmo se manifeste novamente. É possível. Ainda conservo em mim - fortemente - a ambiguidade do horror e do afeto. Esta dramaturgia de Eduardo Pavlovsky me presenteia com a inconstância do ser humano que oscila e oscila, sem saber se ama ou odeia. Esta complexidade, creio eu, sustenta o drama e dá sentido ao seu desbravar.

O cenário, os figurinos, a concepção. Estou disposto a perder tudo, desde que em seus lugares se anuncie a nossa nova expressão. Precisão. Não Dois talvez ainda seja um exercício de rigor e escuta, de encaixe, mais do que nunca. Um novo ator, Andrêas Gatto. Uma mesma e nova atriz, Natássia Vello. Não sabemos que tipo de engrenagem eles são capazes de construir, mas vamos testar. Vamos testar.

É um projeto pequeno, sabe? Não me assusta por nada, exceto por isso: é precioso demais, perigoso demais. Pode machucar. E fazer colar. Vamos com calma. Vamos começar. Vamos começando.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Primeira

Quando penso em intuição para este projeto penso na expressão "página em branco para todo e qualquer desastre".
Talvez PASO DE DOS agora queira deixar mais claro alguma escritura que se dê para além da violência do horror e do afeto.
Talvez o branco da memória. Branco do esquecimento. Talve a assepsia diga respeito a outra coisa que não apenas gaze que não apenas gozo.
Seriam monólogos?
...