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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

23 de março de 2009.


Rio, 23 de março de 2009.

Só para constar. Não paro de pensar no que disse Grotowski em seu Em Busca de um teatro Pobre. Sobre atacar o inconsciente coletivo. Acho que convém estudar o conceito primeiro, para depois buscar a necessidade do ataque (que eu já identifico) e as artimanhas do mesmo.

Outra coisa, já que isso é um diário. Na faculdade, estou como ouvinte na disciplina Projeto de Encenação, ministrada pelo professor Mário Piragibe. Enfim, juntando forças para PDD.

No meu horário de estudos deste semestre, quarta e sexta são dias que eu estudo a peça. Um dos primeiros materiais - estimulados pela aula de Projeto – é Peter Brook e sua – agora minha – intuição amorfa. Pontos de partida.
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domingo, 8 de novembro de 2009

13 de março de 2009.


Rio, 13 de março de 2009.

Faz quase um mês. Muitas coisas aconteceram. Dois trabalhos me fizeram distanciar um pouco de PDD. Para o bem. Volto com uma sede que me faz querer desbravar mais esse mistério.

Muitas coisas para colocar aqui. Grotowski está sendo decisivo, não propriamente num possível trabalho em relação aos atores, mas, sobretudo, ao me fazer pensar questionar os porquês de estar fazendo esta peça. Escrevi algo outro dia, que diz isso da minha maneira:
Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009
Isso me expõe no lugar que não posso ser menos rigoroso. Acho que na profusão de coisas a serem decididas, acabamos por nos perder da função, do porquê, daquilo que justifica a existência do trabalho, nossa existência.

Além disso, resta uma busca pelo personagem genuíno, que não é julgado, que não é posto em cena sob julgamento, mas aberto a ser julgado, vulnerável, posto ser humano. Buscar as mazelas e belezas dos personagens no que essas qualidades têm de genuínas. Honestidade radical.

Ação em PDD me faz pensar em ação verbal. Às vezes, tudo o que preciso é ouvir o texto. Não cair nesta cilada de maneira ingênua. Conversando com a cenógrafa, Jéssica Baasch, ela me sugeriu pensar em psicodrama. Mais algo a investigar. Tempo.
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sábado, 7 de novembro de 2009

17 de fevereiro de 2009.

Rio, 17 de fevereiro de 2009.

Bom, só mesmo colocando o cabeçalho acima para perceber que não faz tanto tempo assim que não escrevo ou estudo PDD. É que eu estava com uma fixação tão sinistra, que o estudo tornou-se obrigatório. No bom sentido, claro.

Atualizações. Não tenho pensando muito, há vários outros projetos requisitando a minha atenção. Fico satisfeito em compartilhar aqui, neste diário, que estou sendo chamado para vários trabalhos distintos. Isso me deixa muito feliz. Mas quando paro para pensar em PDD, um leve desespero.

Bom, convidei hoje uma possível e desejada cenógrafa. Jessica Baasch, que conheci no ano passado ao entrar para o Grupo Garimpo. Ela me parece bem interessada e interessante. Mandei o texto por e-mail e em seguida pretendo marcar um encontro. Quero levar dois filmes para ela, para partirmos dos dois: um seria Last Tango in Paris e o outro, mesmo sem ter visto ainda, Império dos Sentidos.

Porquês. Império me fez pensar na área cênica que é o próprio colchão do casal. E não para de pensar também em sapatilhas. Bom, continuar sempre...
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